Sinopse

“Palermo e Neneco, duas crianças Mbya Guarani do Rio Grande do Sul, revelam em suas brincadeiras o drama do seu povo.”

 

INFORMAÇÃO SOBRE O POVO INDÍGENA

Os Guarani são conhecidos por distintos nomes: Chiripá, Kainguá, Monteses, Baticola, Apyteré, Tembekuá, entre outros. No entanto, sua autodenominação é Avá, que significa, em Guarani, “pessoa”.

Este povo vive em um território que compreende regiões no Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina e se diferencia internamente em diversos grupos muito semelhantes entre si, nos aspectos fundamentais de sua cultura e organizações sociopolíticas, porém, diferentes no modo de falar a língua guarani, de praticar sua religião e distintos no que diz respeito às tecnologias que aplicam na relação com o meio ambiente.

Tais diferenças, que podem ser consideradas pequenas do ponto de vista do não indígena, cumprem o papel de marcadores étnicos, distinguindo comunidades políticas exclusivas. Esses grupos reconhecem a origem e proximidade histórica, linguística e cultural e, ao mesmo tempo, diferenciam-se entre si como forma de manter suas organizações sociopolíticas e econômicas

Mais informações
http://pib.socioambiental.org/pt/povo/guarani-mbya

 

SOBRE O PROJETO “UM DIA NA ALDEIA”

O projeto “Um Dia na Aldeia” traz a narrativa do cotidiano, tradições e língua de diferentes povos indígenas a partir de seu próprio olhar, onde os próprios índios se filmam, entrevistam e registram imagens, fortalecendo assim sua própria história e identidade. É para acabar de vez com certos estereótipos e trazer esse olhar contemporâneo.

Direção

PATRICIA FERREIRA e ARIEL DUARTE ORTEGA

PATRICIA FERREIRA (KERETXU) Guarani-Mbya - Nascida em 1985 na aldeia Tamanduá em Missiones na Argentina, morou na aldeia Kunhã Piru com 10 anos, com 13 foi para o Salto do Jacui onde ficou dois anos. Foi para o acampamento na fonte missioneira em São Miguel das Missões, onde ficou um ano, voltou para Kunhã Piru, onde ficou dois anos, e com 17 anos (2002) mudou-se para a aldeia Koenju, em São Miguel das Missões/ RS, onde é professora. Começou seus estudos em Tamanduá até o terceiro ano, continuou em Kunhã Piru, e se formou em magistério em 2010. Hoje é a cineasta mulher mais atuante nos quadros do Vídeo nas Aldeias. ARIEL DUARTE ORTEGA, (Sandro) ou Kuaraê Poty em língua Guarani, 1985, nasceu em Missiones, na Argentina, na comunidade Vera Guaçu, que carrega o nome do seu avô, Dionísio Duarte, na língua dos brancos. Dionísio é uma liderança histórica entre os Mbya e até hoje, aos 82 anos, é considerado o cacique geral dos Mbya de Missiones. Atualmente mora no salto do Jacuí, RS, onde recentemente assumiu posto de professor bilíngüe com o objetivo de fortalecer a cultura Mbya entre as crianças e os mais jovens. Trabalha para que os jovens Guarani conheçam riqueza de sua cultura e se sintam orgulhosos. Constantemente dá palestras sobre os diversos aspectos da cultura e da religião Guarani, trabalhando para diminuir o preconceito dos brancos com relação ao seu povo. Assim discute formas tradicionais de subsistência Guarani e questões ligadas aos problemas enfrentados com a falta de terra, matas e recursos naturais em geral. Sua principal preocupação é que toda a riqueza dos Guarani não se perca por conta do passo acelerado das mudanças. Ariel pensa usar o vídeo principalmente como ferramenta desse resgate cultural.

Gênero: Documentário
Livre
Identidade diversidade cultura fronteiras

Créditos

É um filme de Patricia Ferreira e Ariel Ortega com montagem de Fabio Menezes e fotografia e som de Esrnesto de Carvalho, Jorge Morinico e Leo Ortega com edição de Tiago Campos Torres e Tatiana Almeida e produção de Olivia Sabino/Vídeo nas Aldeias