Sinopse

Em “Khátpy Ro Sujareni” (A história do monstro Khátpy), os índios Kisêdjê, da Aldeia Ngôjwêrê no Mato Grosso, encenam e filmam a lenda do índio feio que ameaça os caçadores na mata.

Originalmente concebido como um interprograma para TV, durante as oficinas produzidas com o apoio do programa Ponto Brasil, da TV Brasil.

 

 

INFORMAÇÃO SOBRE O POVO INDÍGENA

“Os Kisêdjê constituem o único grupo de língua Jê que habita o Parque Indígena do Xingu. Mas desde sua chegada na região (provavelmente na segunda metade do século XIX), seu contato com outros povos xinguanos e, principalmente, com aqueles da chamada área cultural do Alto Xingu, ocasionou a incorporação de muitos costumes e tecnologias alheias. Entretanto, jamais abriram mão de sua singularidade cultural, cujo principal emblema pode ser reconhecido num estilo particular de canto ritual, expressão máxima das individualidades e do modo de ser da sociedade Kisêdjê. Até algumas décadas atrás, outro marco diferencial do grupo eram os grandes discos labiais e auriculares que, mais do que ornamentos, apontavam a importância do cantar e do ouvir para esse povo.

MAIS INFORMAÇÕES NO SITE: http://pib.socioambiental.org/pt/povo/kisedje”

 

SOBRE O PROJETO “UM DIA NA ALDEIA”

O projeto “Um Dia na Aldeia” traz a narrativa do cotidiano, tradições e língua de diferentes povos indígenas a partir de seu próprio olhar, onde os próprios índios se filmam, entrevistam e registram imagens, fortalecendo assim sua própria história e identidade. É para acabar de vez com certos estereótipos e trazer esse olhar contemporâneo.

Direção

YAIKU SUYA, KOKOYAMARATXI SUYA, KAMBRINTI SUYA, KAMIKIA P.T. KISEDJE e WHINTI SUYÁ

YAIKU SUYA - Yaiku Kïsêdjê nasceu em 1980 na aldeia Sêtxi, ainda no Parque Indígena do Xingu, filho de pai kïsêdjê e mãe tapayuna. Começou a estudar com 11 anos, com professores indígenas na aldeia, nunca na cidade, e gostava muito de estudar na aldeia, onde podia ver a natureza se mexendo, e ainda trabalhar na roça com seu pai, caçar, pescar, participar das festas de seu povo e de outros povos. Indicado pela comunidade para ser coordenador dos apicultores, dos projetos de manejo, e por fim diretor adjunto da AIK, hoje, também cineasta indígena, gosta de filmar e coordenar as filmagens, discutindo com os atores, , se interessa por registrar em imagens as festas, histórias, expedições e eventos políticos que envolvem seu povo e povos vizinhos. KOKOYAMARATXI SUYA - Kokoyamaratxi Suyá, neto do cacique Kuiussi, nasceu em 1989 na aldeia kïsêdjê no Parque Indígena do Xingu. Crescendo junto ao avô, com a família toda engajada na luta dos Kïsêdjê para proteger e recuperar suas terras, sempre achou importante garantir que fossem lembradas tanto as grandes quanto as pequenas coisas de que são feitas a cultura de seu povo. Participou da oficina do VnA em 2008 porque queria aprender a usar a camêra para registrar festas tradicionais, eventos, manifestações, mas também o dia-dia dos homens, mulheres e das crianças kïsêdjê. Foi o principal idealizador do filme Khátpy. KAMBRINTI SUYA - Kambrinti Kïsêdjê é o filho mais jovem do Ntoni Kïsêdjê. Nascido em 1989, começou a estudar na escola da aldeia com dez anos. Interessou-se por trabalhar com vídeo vendo os filmes feitos por outros cineastas indígenas. Participou de duas oficinas do VnA em 2008, e com esses dois anos de experiência, sente que realizou um sonho: adora pegar a câmera na mão. Seu objetivo é registrar histórias antigas, mitos cantos etc... para que por meio do seu trabalho se transmitam para as futuras gerações. Sente que a comunidade está junto com eles, apoiando-os no esforço para que a cultura de seu povo continue sendo valorizada, inclusive na escola. KAMIKIA P.T. KISEDJE - Kamikia P.T. Kisedje nascido em 1984, na aldeia do povo Kisedje na Terra Indígena Wawi/leste Xingu-MT. Sempre estudou na aldeia. Em 2004 foi secretário da ATIX – Associação Terra Indígena Xingu e em 2005 foi Diretor financeiro da AIK -Associação Indígena Kisedje, local onde atua ate hoje. Kamikia aprendeu um pouco a operar os equipamentos da rádio e noções de locução. Em 2003, comprou equipamentos: computador, mesa de som, microfone e softaware de edição de áudio e digitalizador de K7 e vinis e trabalhou com áudio. Em 2005, durante oficina de leitura e produção de textos foi elaborado o primeiro programa de rádio Xingu fm. O material foi apresentado no segundo módulo do curso de gestão. Os participantes do curso gostaram da iniciativa e estimularam sua continuidade. Entre 2005 e 2006 foram produzidos mais quatros programas durante os cursos de Agentes Indígenas de Saúde, de Gestão e o Encontro das Mulheres com temáticas relativa a saúde. O programa sobre desnutrição foi apresentado e premiado na I Mostra Nacional de Saúde Indígena em Brasília. Deste então sempre acompanha o trabalho do Vídeo nas Aldeias através do site, livros, e filmes, e em 2008 participou de duas oficinas de vídeo e de edição organizado por eles, do qual sou fã. WHINTI SUYÁ - Nascido em 1973, Suyá do Parque do Xingu, no Mato Grosso, Winty se incorporou ao projeto em 97, na primeira oficina nacional, já com experiência anterior. Tem participado de várias produções em outras aldeias como Xavante e Ikpeng, onde é co-autor dos vídeos “Wapté Mnhõnõ, A iniciação do jovem Xavante” e “Moyngo, O sonho de Maragareum”. Whinti foi da diretoria da ATIX, Associação Terra Indígena Xingu, sobre a qual realizou o documentário “SOS Rio Xingu”. Hoje Whinti é presidente da Associação Kisedjê - AIK, dos índios Suyá.

Gênero: Documentário
6+
Identidade diversidade cultura encenação

Créditos

Diretor: KAMIKIA P.T. KISEDJE, KOKOYAMARATXI SUYA, WHINTI SUYÁ, KAMBRINTI SUYA, YAIKU SUYA
Com a participação de: MBOTKÁ, ANGRÔKÁNTÔ E ELENCO KISÊDJÊ
Roteiro: KOKOYAMARATXI SUYA
Fotografia: KOKOYAMARATXI SUYA
Som direto: KAMIKIA P.T. KISEDJE
Edição: AMANDINE GOISBAULT, TIAGO CAMPOS TORRES, KAMIKIA, WINTI
Produção: YAIKU, OLÍVIA SABINO, MARIANA LILIAN
Realização: VÍDEO NAS ALDEIAS, ASSOCIAÇÃO INDÍGENA KISÊDJÊ